Encontro Nacional sobre Acolhimento Familiar, que conta com o apoio do PNUD, lança guia temático e cartilha interativa

15 de Março de 2022

Ilustração: Coalizão Família Acolhedora

Hoje e amanhã (16), acontecerá o Encontro Nacional sobre Acolhimento Familiar, com o objetivo de difundir o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA), um serviço que, por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), organiza o acolhimento, em residências de famílias acolhedoras previamente selecionadas e capacitadas, de crianças e adolescentes afastados de suas famílias por medida protetiva, até que seja viabilizado o retorno à família de origem ou, na sua impossibilidade, encaminhamento para adoção.  

O evento é realizado pela Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do Ministério da Cidadania e conta com o apoio da Coalizão pelo Acolhimento em Família Acolhedora, do Movimento Nacional Pró-Convivência Familiar e Comunitária (MNPCFC), da Fundação Bernard Van Leer (FBvL) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

No primeiro dia, será lançado o Guia de Acolhimento Familiar, composto de 6 cadernos temáticos e uma Cartilha Interativa sobre Acolhimento Familiar, que juntos proporcionam uma compreensão ampla sobre o que é o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora e suas principais características, parâmetros e benefícios para crianças e/ou adolescentes acolhidos, oferecendo orientações para sua implementação qualificada. No segundo dia, o evento trará orientações práticas sobre como tornar operacional o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, com palestras de diversos especialistas e depoimentos de famílias acolhedoras.

O apoio do PNUD se dá por meio de parceria estabelecida com a Fundação Bernard van Leer e a Secretaria Nacional de Atenção à Primeira Infância (SNAPI) do Ministério da Cidadania, cujo foco é o apoio à implementação do Programa Criança Feliz.

"Em dezembro de 2021, um diagnóstico elaborado no escopo desta parceria com a FBvL e a SNAPI mostrou que existem 8.633 crianças de 0 a 6 anos afastadas do convívio familiar no Brasil, o que representa 30% do total de crianças e adolescentes vivendo sob algum tipo de medida protetiva no país", lembra a oficial de programa do PNUD, Maria Teresa Amaral Fontes.  "A maior parte está vivendo em abrigos (93%), enquanto apenas 7% foram acolhidas temporariamente por famílias voluntárias”.

Portanto, apesar do empenho empreendido para a difusão dos benefícios do acolhimento familiar, essa modalidade ainda representa uma fatia muito pequena do total de acolhimentos realizados no Brasil. A união de esforços entre os atores envolvidos na organização do Encontro Nacional sobre Acolhimento Familiar se baseia no entendimento de que, especialmente no caso das crianças pequenas, a inclusão no acolhimento familiar se mostra uma estratégia eficaz como meio de propiciar a atenção individualizada e o estabelecimento de vínculos afetivos estáveis, que são essenciais para o desenvolvimento integral nessa faixa etária. 

O evento será transmitido de forma virtual, simultaneamente, pelos canais do Youtube do Ministério da Cidadania e da RedeSUAS.

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