Selo reconhece o compromisso com o tema por meio da adoção de padrões de excelência em gestão e resultados organizacionais.
PNUD Brasil lança certificação em igualdade de gênero para empresas do setor privado
25 de Março de 2026
A iniciativa já certificou mais de mil empresas, tendo impactado 1,5 milhão de mulheres e homens trabalhadores em diversos países.
Instituições do setor privado brasileiras têm agora à disposição uma metodologia para apoiá-las na promoção da igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres no mundo dos negócios. Trata-se do Selo PNUD de Igualdade de Gênero – uma certificação que reconhece o compromisso com o tema por meio da adoção de padrões de excelência em gestão e resultados organizacionais. Em funcionamento em outros países, a iniciativa já certificou mais de mil empresas, tendo impactado 1,5 milhão de mulheres e homens trabalhadores. Saiba mais sobre a iniciativa em www.gendersealprivatesector.org/pt/home-pt/.
“Essa é uma contribuição do PNUD para promover o papel do setor privado na construção de uma sociedade mais justa e igualitária para toda as pessoas. Com ela, reconhecemos o potencial de transformação desse segmento da economia que emprega quase 40 milhões de pessoas e cujas ações podem desenvolver uma nova cultura de valorização do papel das mulheres na sociedade”, afirma o chefe do PNUD no Brasil, Claudio Providas.
Como funciona
O programa baseia-se em 80 padrões internacionais de excelência em igualdade de gênero e empoderamento das mulheres no ambiente de trabalho. Esses requisitos se organizam em nove dimensões capazes de impulsionar uma mudança estrutural nas empresas.
- Integração da igualdade de gênero na gestão organizacional
- Eliminação das disparidades salariais de gênero
- Ampliação da participação das mulheres em espaços de tomada de decisão
- Promoção da conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional
- Integração da igualdade de gênero nos processos de recrutamento e seleção
- Erradicação do assédio sexual e do assédio por razão de sexo
- Uso de uma comunicação inclusiva e não sexista
- Construção de cadeias de valor inclusivas e sustentáveis
- Desenvolvimento de produtos e serviços com enfoque de gênero
Ao entrarem no programa, as empresas percorrem um ciclo de seis etapas: Compromisso; Diagnóstico; Definição do plano de ação; Implementação de ações; Avaliação; e Certificação (dependendo do resultado da avaliação prévia). O tempo de participação no programa pode variar de oito (8) a dezoito (18) meses e muda de acordo com a quantidade e complexidade das lacunas de gênero identificadas na fase de Diagnóstico e com o nível de comprometimento institucional para solucionar os problemas identificados.
Como uma empresa é certificada
Ao confirmar seu interesse em aderir à iniciativa, a empresa passa por um processo de análise de diligência socioambiental e de direitos humanos. Sendo aprovada, é firmado um acordo de colaboração entre a empresa e o PNUD, que prevê detalhamento de custos e serviços do processo de certificação. Neste momento, o PNUD emite o documento de adesão da empresa à iniciativa.
A empresa estabelece um Comitê de Igualdade de Gênero e, depois disso, o PNUD oferece acesso e treinamento sobre a metodologia e, em particular, sobre a realização do diagnóstico na Plataforma EQUALITY@WORK. É por meio dela que serão apresentadas as evidências para esses 80 critérios quantitativos e qualitativos. Parte das informações é fornecida pela empresa, outra parte coletada por meio de pesquisa aplicada pelo PNUD junto às funcionárias e aos funcionários.
Com base no diagnóstico realizado, o PNUD apresenta o Relatório Integrado de Lacunas de Gênero à alta gestão, que orienta a elaboração do Plano de Ação com Enfoque de Gênero, indicando atividades, metas, responsabilidades e prazos para seu cumprimento. A implementação do Plano de Ação é monitorada pelo PNUD.
O PNUD contrata uma avaliação externa sobre os avanços alcançados. A depender dos resultados dessa avaliação final, o PNUD concede o Selo de Reconhecimento.
Exigência mínima
Para receber o certificado, é necessário alcançar ao menos 60% dos requisitos. Cinco dos 80 critérios são obrigatórios para a certificação. Eles dizem respeito (1) aos compromissos institucionais com a igualdade nos documentos estratégicos da empresa; (2) à existência de uma estrutura dedicada à igualdade e/ou diversidade na empresa; (3) a uma política de comunicação inclusiva e não sexista; (4) à presença de políticas e procedimentos para prevenir, detectar e agir diante do assédio sexual e da violência de gênero no ambiente do trabalho; e (5) à eliminação de práticas discriminatórias baseadas nos papéis e funções de cuidado das mulheres.
Esses resultados são publicados no relatório de avaliação final. Além do percentual de critérios alcançados, o documento traz uma análise dos principais avanços ao longo da implementação do plano de ação, e os desafios que permanecem para a instituição.
Durante o período de três anos de validade da certificação (a contar da data da entrega do relatório e do certificado), a empresa poderá utilizar a marca do programa, informar sobre a conquista em suas peças de comunicação e apresentar o certificado ao concorrer a licitações públicas que seguem a Instrução Normativa 382 (de 17/09/2025), do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Para mais informações e/ou confirmar o seu interesse, entre em contato com julia.borges@undp.org.