Campanha nacional arranca para vacinar mais de dois milhões de meninas contra o cancro do colo do útero
27 de Outubro de 2025
A província do Namibe acolheu o lançamento oficial da Campanha Nacional de Vacinação contra o Cancro do Colo do Útero, um marco histórico na saúde pública angolana. A iniciativa, liderada pelo Ministério da Saúde, contou com a presença da Primeira-Dama da República de Angola, Ana Dias Lourenço, e da Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, simbolizando o compromisso do Governo em proteger a saúde e o futuro das meninas angolanas.
A campanha, implementada no âmbito do Projecto em Resiliência do Sistema Nacional de Saúde, financiado em 50 milhões de euros pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), com o apoio técnico do PNUD, UNICEF, OMS, Gavi, União Europeia e Banco Mundial visa vacinar cerca de 2,2 milhões de meninas dos 9 aos 12 anos contra o Papilomavírus Humano (HPV), principal causador do cancro do colo do útero, uma das doenças que mais afecta e mata mulheres em Angola e em África.
Durante o acto central, realizado na Escola Hélder Albuquerque, em Moçâmedes, a Primeira-Dama destacou a importância da iniciativa, apelando à mobilização de todas as famílias.
Hoje damos o passo da acção. Angola está preparada, informada e unida para proteger as suas meninas. A vacina representa um escudo de amor e protecção, independentemente da origem ou condição socialAna Dias Lourenço, Primeira-Dama da República de Angola
A campanha decorre simultaneamente nas 18 províncias do país, com actividades de vacinação em escolas, unidades sanitárias e postos móveis. Em Luanda, por exemplo, prevê-se vacinar mais de 550 mil meninas.
A introdução da vacina contra o HPV em Angola representa um avanço histórico na luta contra o cancro do colo do útero e reforça a capacidade do sistema de saúde para responder a doenças preveníveis.
O PNUD, em parceria com o BEI agências das Nações Unidas, tem apoiado o Governo de Angola no fortalecimento das infra-estruturas de saúde, na formação de profissionais e na expansão de programas de imunização e diagnóstico. Esta cooperação é parte de um esforço mais amplo para construir um sistema de saúde resiliente, equitativo e sustentável, capaz de proteger todas as pessoas, em especial as mulheres e as meninas.