Edilsia da Silva: cultivar esperança em Ancadjedja
1 de Junho de 2026
Edilsia da Silva, 42 anos, agricultora da comunidade de Ancadjedja, ilha de Bubaque
Na comunidade de Ancadjedja, na ilha de Bubaque, Edilsia da Silva, 42 anos, começa o dia entre as hortas que hoje representam muito mais do que produção agrícola. Para ela e para outras mulheres agricultoras da comunidade, a terra tornou-se uma fonte de rendimento, segurança e esperança para as suas famílias.
Durante muito tempo, cultivar não era uma tarefa fácil. A falta de acesso regular à água, a exposição das hortas e os desafios ambientais limitavam a produção e dificultavam o trabalho das mulheres. Mas, com o apoio do Projeto COASTAL, implementado com o apoio do PNUD, a realidade começou a mudar.
A iniciativa melhorou o acesso à água potável, introduziu práticas agrícolas sustentáveis e reforçou a consciência ambiental local. A instalação de furos de água e de cercas resistentes permitiu às mulheres cultivar com mais segurança, proteger as suas hortas e aumentar a produção.
Para Edilsia, estas mudanças têm um impacto direto na vida diária.
Com o apoio do Projeto COASTAL, melhorámos o acesso à água, aprendemos práticas agrícolas mais sustentáveis e hoje trabalhamos nas nossas hortas com mais segurança. Com os furos de água e as cercas resistentes, consigo cultivar, gerar rendimento e sustentar melhor a minha família
A história de Edilsia é também a história de muitas mulheres de comunidades costeriras e vulneráveis que, através da agricultura sustentável, estão a fortalecer a sua autonomia económica e a contribuir para a resiliência das suas comunidades face aos desafios climáticos.
Na ilha de Bubaque, cada horta cultivada é também um sinal de transformação: mulheres que protegem a natureza, alimentam as suas famílias e constroem um futuro mais sustentável para a sua comunidade.
Com financiamento do Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (LDCF) gerido pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF), o PNUD está a apoiar ações climáticas lideradas pela comunidade na Guiné-Bissau através do Projeto COASTAL. A iniciativa visa aumentar a capacidade de adaptação das populações vulneráveis, promovendo meios de subsistência sustentáveis e a conservação dos ecossistemas. Entre 2019 e 2025, o projeto alcançou resultados significativos em várias regiões costeiras e insulares do país, contribuindo não só para a melhoria dos meios de subsistência, mas também para uma maior resiliência climática e a preservação dos recursos naturais da Guiné-Bissau para as gerações futuras.
Edilsia da Silva, 42. A farmer from the community of Ancadjedja on the island of Bubaque, she works in the vegetable gardens supported by the COASTAL Project.
Esta transformação mostra como soluções simples, adaptadas às necessidades locais, podem gerar mudanças concretas na vida das comunidades. O Projeto COASTAL, implementado pelo PNUD em parceria com o Ministério do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática (MABAC) e o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), continua a fortalecer a resiliência das comunidades costeiras da Guiné-Bissau face aos impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas.