Projeto TAG encerra ciclo de formações sobre transparência e anticorrupção no setor da saúde

6 de Outubro de 2025

Opening ceremony

UNDP/GuineaBissau

O Projeto “Promover a Transparência e a Responsabilização na Governação” (TAG) concluiu esta semana mais um ciclo de formações para formadores, marcando um passo importante no fortalecimento da integridade no setor da saúde da Guiné-Bissau.
Financiado pelo Governo do Japão e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o TAG demonstrou que é possível avançar em contextos desafiantes quando existe liderança nacional, compromisso político e parcerias estratégicas.
Entre os resultados alcançados, destacam-se:
•    A criação e oficialização da Célula de Auditoria Interna e Seguimento (CAIS) no Ministério da Saúde, um marco histórico para a governação do setor;
•    A realização de auditorias de campo pioneiras, que não só identificaram falhas, como abriram espaço para soluções corretivas;
•    O fortalecimento de capacidades técnicas de gestores regionais e do hospital de Mansoa em auditoria, gestão de riscos e transparência;
•    A promoção de um diálogo estruturado entre o Estado, a sociedade civil e parceiros internacionais, com a criação da Rede de Integridade em Saúde e do Grupo Nacional de Trabalho Anticorrupção;
•    A integração da dimensão digital, com propostas concretas para melhorar a rastreabilidade de medicamentos, a comunicação entre unidades de saúde e a divulgação pública de informações.
O encerramento do ciclo foi também marcado pelo envolvimento da sociedade civil,  Vitorin Salim, presidente executivo da recém-criada Rede das Organizações da Sociedade Civil para o Combate à Corrupção na Saúde, sublinhou que “a luta contra a corrupção sem o envolvimento da sociedade civil é uma luta ineficaz”, reforçando a importância da prevenção e da sensibilização junto dos profissionais de saúde e da população.
Elietes Meire Soares, representante do Projeto Saúde de Bandim, destacou que a formação trouxe ferramentas essenciais para reforçar a consciência cívica: “No futuro, vou usar o que aprendi para ajudar as pessoas a compreender o que é a corrupção e como podemos preveni-la, promovendo uma cultura de integridade que beneficie a saúde e a Guiné-Bissau”.
Já no imediato, está em preparação uma nova iniciativa em parceria com o IMVF (Instituto Marquês de Valle Flôr), que permitirá incluir a monitorização de casos de corrupção na Convenção Cidadã, com forte participação da sociedade civil.
Através de ações concretas, o PNUD, com o apoio do Governo do Japão, reafirma o compromisso de continuar a apoiar a Guiné-Bissau na consolidação de mecanismos de transparência e na promoção de uma cultura de integridade, que poderá ser replicada noutros setores da governação.