Profissionais de Saúde Reforçam Competências para Gerir Riscos de Corrupção na Guiné-Bissau
24 de Novembro de 2025
Em Mansoa, a Dra. Mariama Pinto Martins, Administradora do Hospital Regional de Mansoa, está a liderar os esforços para reforçar a integridade e a responsabilização no setor da saúde. A sua jornada começou com uma formação Training of Trainers (ToT) em Gestão de Riscos de Corrupção. Concebida e implementada no âmbito do Projeto de Transparência e Prestação de Contas na Governação, executado pelo PNUD Guiné-Bissau com financiamento do Governo do Japão, esta iniciativa capacitou profissionais de saúde locais para assumirem um papel de liderança na promoção da integridade em todo o setor.
O programa dotou os profissionais locais de ferramentas práticas e metodologias para identificar, prevenir e gerir riscos de corrupção nos serviços de saúde. Ao longo de dois dias, a Dra. Mariama Pinto Martins, em conjunto com Lourenço Gomes Júnior, Administrador Regional de Saúde de Oio, formou 34 Técnicos de Saúde Comunitária de toda a região. Através de exercícios práticos, trabalhos de grupo e metodologias certificadas pelo HGI, os participantes aprenderam a aplicar estratégias anticorrupção no seu trabalho diário.
UNDP/Audrey Ngum
A Dra. Mariama salientou a importância desta transferência de conhecimento:
“O nosso objetivo é prestar melhores serviços à população, com pagamentos efectuados pelos canais adequados, sem subornos ou taxas informais, e com total transparência financeira. A digitalização dos serviços é uma parte fundamental deste processo.”
Nérida de Fátima Caetano Gomes, Enfermeira-Chefe e participante proveniente do Centro de Saúde de Bissorã, manifestou a sua satisfação pela oportunidade:
“Aprendi muito sobre a corrupção, que é um ato ilícito. Vou partilhar este conhecimento com os meus colegas do centro de saúde que não puderam participar na formação. Espero que possamos ter mais dias de formação e que nos sejam fornecidos manuais. Aprendemos a gerir riscos de corrupção para facilitar o nosso trabalho e melhor servir a população.”
Maria de Lourdes Gomes, que trabalha na Direção Regional da Saúde de Oio como Técnica de Saúde Reprodutiva, também destacou a importância da formação:
“Participei na formação de dois dias sobre corrupção. Aprendemos o que é a corrupção e como gerir riscos de corrupção no setor da saúde. No meu trabalho diário, tentarei aplicar as lições aprendidas e partilhar o conhecimento com os meus colegas. Hoje sei o que devo fazer e o que está errado. Acredito que a população beneficiará muito desta iniciativa. Se a lei diz para não vender determinados medicamentos ou não cobrar às mulheres grávidas durante as consultas, agora compreendemos que isso será benéfico para a população.”
O modelo de cascata garante que as competências e metodologias permanecem na Guiné-Bissau, capacitando os profissionais locais a formar outros, reforçando a governação e promovendo uma cultura de transparência e responsabilização em todo o setor da saúde.