A parceria prevê compartilhamento de estudos para dar subsídios à elaboração de políticas públicas
PNUD firma acordo com Universidade Estadual do Maranhão para promover ODS
16 de Maio de 2023
O PNUD firmou, nesta terça-feira (16), parceria com a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) para apoiar os processos de territorialização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no estado e fornecer subsídios para a elaboração de políticas públicas alinhadas à Agenda 2030.
O acordo prevê o compartilhamento de estudos e pesquisas sobre biodiversidade, de forma a apoiar o manejo de ecossistemas, e a troca de conhecimentos sobre estratégias produtivas de base sustentável para o enfrentamento da pobreza rural no Maranhão.
Outra frente de atuação é a troca de experiências que impulsionem a igualdade de gênero no estado, com a valorização de meninas e mulheres no meio acadêmico e na sociedade maranhense como um todo.
A parceria inclui ainda a elaboração de material para capacitação e treinamento nas temáticas da Agenda 2030 e dos ODS. Prevê também fortalecer o conhecimento de gestores municipais e estaduais sobre os Objetivos Globais por meio e apoio acadêmico em oficinas e assessoria técnica-científica.
A UEMA é membro da Rede Brasil ODS, movimento apoiado pelo PNUD que visa debater políticas públicas estruturantes necessárias para a implementação da Agenda 2030 no país.
O PNUD já apoia um conjunto de cursos elaborados pela Rede ODS Brasil com diversas universidades brasileiras, entre eles o curso de Planejamento Municipal e Agenda 2030 promovido pela UEMA.
“Nosso objetivo com essa parceria é fazer com que a universidade seja fator essencial de transformação” da sociedade brasileira, disse a representante-residente do PNUD Brasil, Katyna Argueta, ao assinar o memorando de entendimento em São Luís (MA). “É essencial que o conhecimento gerado na universidade não seja subutilizado, mas adotado para mudar realidades.”
“Vejo essa parceria com excelentes olhos. A academia precisa exercer seu papel para que os países alcancem a Agenda 2030”, afirmou o reitor da UEMA, Walter Canales Sant’ana.
Os gestores que poderão ter prioridade nas capacitações são aqueles que fazem parte das cidades da G52, uma rede formada por 52 municípios-polo da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e que atua como indutora do desenvolvimento regional sustentável.
A Rede de Cidades Indutoras do Desenvolvimento – G52 é uma ação da Sudene, em parceria com PNUD e ONU-Habitat, para fortalecer capacidades dos municípios em planejamento, financiamento e desenvolvimento de projetos, inovação, governo digital e cidades inteligentes centradas nas pessoas.
Papel das universidades
A meio caminho da implementação da Agenda 2030, as universidades têm papel estratégico a desemprenhar. Para garantir que o Brasil atinja os 17 ODS, 169 metas e mais de 300 indicadores nos próximos sete anos, é necessária uma participação ativa e contribuições significativas de todas as partes.
Nesse contexto, há pelo menos dois aspectos importantes diretamente relacionados às universidades: “Educação de qualidade (ODS 4)” e “Indústria, Inovação e Infraestrutura” (ODS9).
A educação sobre os ODS é necessária tanto dentro quanto fora dos ambientes do campus. Como instituições de ensino superior, as universidades têm mandatos e oportunidades para fornecer conhecimento e experiência necessários para criar futuros cientistas, técnicos e pensadores brasileiros.
As universidades também têm a oportunidade de instilar ideias de sustentabilidade para futuros líderes e tomadores de decisão. Podem promover a educação fora do campus e atingir a comunidade em sentido amplo com programas ou serviços educacionais aplicados.
Já a inovação é fator essencial para acelerar a implementação da Agenda 2030. A abordagem usual para o desenvolvimento não fornecerá os resultados esperados, particularmente para enfrentarmos os desafios brasileiros. O alcance dos ODS em 2030 requer inovações em termos de regulamentação, abordagem e modelo de implementação.