PNUD e MESCTI discutem plano para implementar Incubadoras nas universidades

As universidades são uma fonte inesgotável de potencial e inovação e, como tal, incubadoras universitárias surgem como uma oportunidade para canalizar este conhecimento para a vertente do empreendedorismo. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola e o Ministério do Ensino Superior, Ciências, Tecnologia e Inovação (MESCTI) participaram na passada sexta-feira, 18 de Fevereiro,  num encontro de apresentação e discussão da proposta de Plano Estratégico de Implementação de Incubadoras Universitárias. Esta proposta foi elaborada pela empresa Plurália, com o apoio do PNUD.

O encontro foi liderado pelo Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos da Silva Neto, e contou com a participação de representantes e reitores de diversas instituições de ensino superior e responsáveis do sector.

O Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos da Silva Neto, destacou a importância deste passo que está a ser dado, que considera um investimento nas universidades e no ensino, e referiu a importância de alinhar o documento com os diplomas legais e as prioridades traçadas pelo MESCTI e pelo Governo. Junto com os demais representantes do ensino superior, o Secretário de Estado apresentou contributos e sugestões que se irão reflectir na versão final do plano estratégico

Da parte do PNUD, o Chefe da Unidade de Crescimento Inclusivo, José Félix, ressaltou que este plano será uma ferramenta que servirá como base para promover a criação de incubadoras sustentáveis, a produção de conhecimento científico e o empreendedorismo nas universidades. O documento é fruto de “um longo caminho de muito diálogo com instituições”, mas continuará a receber os contributos necessários para ir de encontro às metas do governo e estar alinhado com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

A empresa Plurália, encarregue pela criação do plano estratégico, fez uma apresentação dos principais pontos e destacou os ganhos para as instituições de ensino superior que decidam investir em incubadoras: atracção de investimento, captação de talentos, angariação de estudantes, qualificação do corpo docente, melhoria dos equipamentos e tecnologias e criação de novas parcerias institucionais. O plano estabelece as balizas sobre os serviços de apoio que as incubadoras terão e os requisitos que as universidades devem preencher.

Foi ainda referido no encontro que o projecto piloto de incubadoras universitárias já está em estado avançado de implementação. As incubadoras da Universidade 11 de Novembro, em Cabinda, e da Universidade Mandume ya Ndemufayo, na Huíla, já receberam o material e os equipamentos, financiados pelo PNUD, para começarem a funcionar.

A incubadora de Cabinda vai investir mais em projectos da área ambiental e relacionados às florestas e a da Huíla vai apostar em serviços da agrotecnologia. O objectivo é estabelecer uma rede de incubadoras universitárias, ligadas entre si, focadas em aproveitar o potencial do mundo académico para produzirem conhecimento em áreas específicas, de acordo com as necessidades das comunidades à sua volta.

Estas duas universidades foram escolhidas para acolher o projecto piloto de incubadoras através de um concurso lançado às Instituições de Ensino Superior  Públicas que decorreu no ano passado, com apoio do PNUD.

O PNUD tem apoiado as actividades do MESCTI, no âmbito do Memorando de Entendimento sobre a promoção e fortalecimento do ecossistema de inovação e o empreendedorismo em Angola, assinado em 2020.

Assim, tem apoiado a criação de uma Rede Nacional de Transferência de Tecnologia e Inovação e a realização de um estudo diagnóstico sobre a inovação e empreendedorismo no país.