INE e parceiros reforçam a capacidade técnica dos jornalistas nacionais e internacionais sobre os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

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Num dialogo aberto e técnico sob a liderança do Instituto Nacional de Estatística (INE) com o apoio dos seus parceiros, teve lugar durante a manhã do dia 26 de Fevereiro, das 9 - 12 horas, nas instalações do INE, em Luanda, o primeiro workshop para os jornalistas nacionais e internacionais em matéria  sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A sessão de abertura foi presidida por Sua Excelência Diretora Adjunta do INE, Dra. Ana Paula, acompanhada pelo Coordenador Adjunto do Departamento de Informação e Difusão do INE, Dr. Paulo Fonseca, pela Conselheira Económica Sénior do PNUD em Angola, Dra. Glenda Gallardo, pelo economista do PNUD em Angola, Dr. Lorenzo Mancini, na presença dos Representantes dos Departamentos Técnicos do INE e especialistas do UNICEF e do FNUAP.

Na sua intervenção, a Directora Adjunta do INE frisou que o país tem desenvolvido acções que contribuem para a implementação dos ODS. Em 2017 o INE criou um grupo técnico que envolve todos os Ministérios e agências da ONU em Angola, que em conjunto trabalharam na elaboração dos indicadores nacionais que contribuirão para o planeamento e formulação de políticas que visam o alcance da Agenda 2030.  

Por sua vez, a Dra. Glenda Gallardo enfatizou que o jornalista tem a oportunidade de alcançar a população através dos meios de comunicação social. Sublinhou que o jornalista deve ser objectivo no seu papel de informar, para que o cidadão seja capaz de construir a sua própria ideia. Destacou que os ODS são interconectados, por tando, precisam de um planeamento e orçamentação integrada. Além disso, frisou que é importante identificar aceleradores para impulsionar a agenda dos ODS. Ao finalizar, referiu que a agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é um processo que almeja a liderança e o acompanhamento dos actores nacionais e internacionais.

Por seu turno, o Técnico de Estatística do INE, Dr. Nelson Cândido, sublinhou que a agenda 2030 na meta 16/10 promove a liberdade de imprensa como um direito humano fundamental. Portanto, é importante eliminar as barreiras da comunicação para evitar exclusão nas áreas de acesso a informação e conhecimento, acrescentou.

Durante o workshop, foi apresentado o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) global 2018 elaborado pela Oxford Poverty and Human Development Initiative (OPHI) da Universidade de Oxford, em parceria com o PNUD. O IPM inclui três dimensões de pobreza: saúde, educação e padrões de vida. De acordo com o IPM de 2018, cerca de 1,3 mil milhões de pessoas no mundo vivem em pobreza multidimensional, o que representa cerca de 23% da população total analisada no estudo.

Agenda 2030, estabelece um conjunto de 17 Objectivos e 169 Metas a serem alcançadas pelos países nos próximos 15 anos, de modo a erradicar a pobreza e promover uma vida digna para todos. Os referidos Objectivos foram idealizados visando estimular acções em cinco áreas prioritárias: pessoas, planeta, prosperidade, paz e parceria.

Vozes dos participantes:

Stela Cambamba, Jornalista do Jornal o País - A formação foi benéfica porque de hoje em diante  poderei decifrar melhor os aspetos relacionados a pobreza multidimensional e pude aqui aprender que não está somente relacionada a   falta de valores monetários, mas reflete também a falta de acesso à direitos básicos consagrados a todo cidadão.

Joaquím Dombanxi, Jornalista da Rádio Nacional de Angola, Editor de Políticas Externas – As Nações Unidas através do PNUD, fez hoje um ensaio importante e estruturante para os jornalistas. Com estas acções, vocês estão a desdobrar e a facilitar os serviços da fonte de comunicação. Em geral quando somos chamados para proceder a cobertura de determinada conferência ou agenda de algum órgão, esquecem-se de disponibilizar o conjunto de informações detalhadas para facilitar a elaboração do questionário. Se fazem uma acção formativa para que a gente tenha ferramentas necessárias, vai ajudar na elaboração do conteúdo para informar o cidadão. Valeu apena e é preciso que seja abrangente para todos os cidadãos com principal destaque aos estudantes ligados a áreas de jornalismo.