Economia informal em Angola discutida em mesa redonda da ONU

Estima-se que, em Angola, 8 em cada 10 pessoas empregadas trabalham na informalidade e a taxa de emprego informal é mais elevada entre as mulheres e os jovens, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta e outras questões foram discutidas esta quarta-feira, 20 de Outubro, numa mesa-redonda de diálogo sobre os desafios e as soluções para a economia informal em Angola, organizada conjuntamente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola e a Organização do Trabalho Internacional (OIT).
O evento teve lugar no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e contou com mais de 60 participantes, incluindo representantes do INSS, Ministério da Economia e Planeamento, Ministério da Acão Social, Família e Promoção da Mulher e outros ministérios, associações empresariais e sindicais da economia informal e parceiros de desenvolvimento.
No primeiro painel da mesa-redonda, o PNUD e a OIT apresentaram os resultados do estudo conjunto das duas instituições sobre “Informalidade e Protecção Social nos Países Africanos”, que mostra a experiência de diferentes países que promoveram iniciativas de extensão da segurança social para os trabalhadores informais, com particular realce para os trabalhadores por conta própria, que constituem o maior grupo de trabalhadores, mas que tem menor representação entre os segurados.
O Ministério da Economia e Planeamento participou do painel para partilhar as linhas orientadoras do Programa de Reconversão da Economia Informal (PREI), que inclui a extensão da proteção social para os trabalhadores informais.
O segundo painel abordou o tema da igualdade de género e empoderamento da mulher na economia informal, com a representante do Ministério da Acão Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) a tomar a palavra, junto das representantes das associações empresariais e sindicais da economia informal.
A mesa-redonda incluiu sessões de debate com os participantes, onde foram abordados os temas da extensão da segurança social para os trabalhadores por conta própria, o engajamento das associações que representam a economia informal e a igualdade de género.
