Iniciativa visa apoiar integralmente a eliminação de bifenilas policloradas (PCBs) no ambiente da universidade.
Parceria inédita entre UFMG e Projeto PCB Responsável promove identificação e tratamento de equipamentos com PCBs
28 de Agosto de 2026
A parceria contempla transformadores, disjuntores e outros ativos elétricos localizados em diferentes unidades da Universidade, incluindo os campi Pampulha e Montes Claros, o Museu de História Natural e Jardim Botânico, a Escola de Arquitetura, fazendas experimentais e laboratórios de pesquisa.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) firmou parceria com o Projeto PCB Responsável para a identificação, análise e destinação ambientalmente adequada de equipamentos elétricos potencialmente contaminados por bifenilas policloradas (PCBs).
A iniciativa foi formalizada por meio de um Memorando de Entendimento firmado entre a UFMG, o PNUD e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), no âmbito do Projeto PCB Responsável.
As bifenilas policloradas (PCBs) foram utilizadas no passado em equipamentos elétricos devido à sua elevada capacidade isolante, baixa inflamabilidade, e resistência a altas temperaturas. Entretanto, seus impactos sobre o meio ambiente e a saúde humana levaram à proibição de sua produção e comercialização, além da adoção de compromissos internacionais para sua eliminação, conforme a Convenção de Estocolmo.
A parceria contempla transformadores, disjuntores e outros ativos elétricos localizados em diferentes unidades da universidade, incluindo os campi Pampulha e Montes Claros, o Museu de História Natural e o Jardim Botânico, a Escola de Arquitetura, fazendas experimentais e laboratórios de pesquisa. Ao todo, o inventário preliminar elaborado pela instituição reúne mais de uma centena de transformadores e disjuntores mapeados no âmbito do projeto, conforme critérios técnicos e disponibilidade de recursos.
Suporte técnico – Estão previstas a realização de análises para verificar a presença de PCBs nos equipamentos, além de ações de reclassificação, descontaminação e destinação final adequada daqueles que apresentarem contaminação acima dos limites estabelecidos pela legislação. Os serviços serão executados por empresa especializada contratada diretamente pelo projeto, sem transferência de recursos financeiros para a universidade.
Segundo a pró-reitora de Administração da UFMG, Elisângela Aganette, o apoio técnico e financeiro do Projeto PCB Responsável é fundamental para a identificação, análise e tratamento adequado de ativos elétricos elegíveis nos campi da Universidade. “Esse suporte possibilita realizar um diagnóstico consistente, adotar critérios técnicos para a melhoria das instalações e avançar no cumprimento das medidas de proteção ambiental e de saúde pública voltadas à eliminação dos PCBs”, diz a dirigente.
De acordo com a gerente do Projeto PCB Responsável, Angelica Griesinger, a iniciativa reforça o compromisso e a disponibilidade do projeto em apoiar instituições públicas a proteger a saúde e meio ambiente de poluentes como os PCBs.
"Essa parceria é um exemplo da ação do projeto no apoio técnico e financeiro a instituições públicas. Esperamos identificar e ampliar esse apoio a outras universidades, hospitais e escolas públicas, de forma a assegurar a proteção das pessoas que ali circulam”, destaca Griesinger.
Universidades, escolas, hospitais, centros de pesquisa e demais instituições dos setores de educação e saúde podem solicitar apoio ao Projeto PCB Responsável para identificar e promover a gestão segura de equipamentos potencialmente contaminados por PCBs.
O projeto oferece suporte técnico para avaliação de transformadores, capacitores e outros equipamentos elétricos, além de apoio financeiro para análise, descontaminação e destinação final ambientalmente adequada dos equipamentos elegíveis, conforme os critérios do projeto.
Instituições interessadas podem entrar em contato com o Projeto PCB Responsável pelo e-mail projeto.pcb@undp.org .