Itaipu e PNUD lançam projeto “Caminhos Sustentáveis: Inovação, Renda e Conservação no Campo”

Investimento de mais de R$ 50 milhões vai beneficiar 5 mil agricultores familiares em mais de 400 municípios, promovendo agroecologia, renda e conservação ambiental com apoio tecnológico da Itaipu Parquetec.

7 de Agosto de 2025

Proposta articula quatro frentes de atuação: mobilização territorial participativa, assistência técnica agroecológica, fortalecimento das organizações da agricultura familiar e uso de tecnologias para monitoramento ambiental.

Foto: William Brisida/Itaipu

Em cerimônia realizada nesta quarta-feira (6), no auditório do Centro de Recepção de Visitantes da Itaipu Binacional, foi oficialmente lançado o projeto “Caminhos Sustentáveis: Inovação, Renda e Conservação no Campo”, iniciativa conjunta entre a Itaipu Binacional e o PNUD. O evento reuniu cerca de 120 participantes, entre autoridades, representantes de organizações da sociedade civil, lideranças comunitárias e agricultores familiares.

Com investimento total de R$ 50,2 milhões, o projeto tem como objetivo promover o Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS) em uma área estratégica sob influência de Itaipu, abrangendo 434 municípios nos estados do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.

A proposta articula quatro frentes de atuação: mobilização territorial participativa, assistência técnica agroecológica, fortalecimento das organizações da agricultura familiar e uso de tecnologias para monitoramento ambiental. A execução do componente tecnológico será liderada pela Itaipu Parquetec, que desenvolverá soluções digitais aplicadas à agroecologia, como sistemas de coleta e análise de dados, mapeamento de áreas sensíveis e ferramentas para avaliação de impactos.

Durante o lançamento, autoridades como Ênio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, e Elisa Calcaterra, representante adjunta do PNUD no Brasil, destacaram a relevância da parceria e o potencial transformador do projeto. “Este é um esforço coletivo por inovação, renda e conservação no campo, com protagonismo dos territórios e valorização do conhecimento local”, afirmou Calcaterra.

Além de fortalecer práticas produtivas sustentáveis e preservar recursos naturais, o projeto busca promover agroecologia com inclusão e sucessão rural, valorização de saberes tradicionais e integração de políticas públicas com inovação tecnológica, criando um modelo replicável de desenvolvimento rural. A expectativa é que os resultados gerem impactos duradouros, com aumento da produtividade, melhoria da renda e fortalecimento institucional das comunidades envolvidas.