Polícia Judiciária já tem um laboratório científico e agentes formados em criminalística

13 de Novembro de 2020

Foto: Edlena Barros

Foi inaugurado hoje o laboratório Científico da Polícia Judiciária de São Tomé e Príncipe. A cerimónia presidida pela Ministra da Justiça, Administração pública e direitos humanos, Ivete Correia Lima serviu também para entregar os certificados aos seis inspectores que foram formados em criminalística pela polícia Judiciária de Portugal e Cabo verde.

Esta é uma actividade que acontece no âmbito do projecto de Apoio a consolidação do Estado de Direito nos Palop + Timor Leste, financiado pela União Europeia e cofinanciado e gerido pelo Camões I.P. No caso concreto de São Tomé e Príncipe, o PNUD foi um dos parceiros na sua implementação.  Por isso em representação do PNUD, o Assistente da Representante Residente para Programa, Adérito Santana, disse que o PNUD tem vindo a apoiar São Tomé e Príncipe na capacitação do seu sistema de justiça, tanto a nível dos recursos materiais, como na capacitação dos recursos humanos. “Um Laboratório de Polícia Científica devidamente aprovisionado é um recurso inestimável na realização de uma justiça mais célere e transparente, libertando-a da subjectividade sempre associada à prova testemunhal, sobretudo quando esta é, como tantas vezes acontece em São Tomé e Príncipe, a única a ser produzida em julgamento”, afirmou.

A Ministra da justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, Ivete Correia Lima afirmou no seu discursos que a PJ tem enfrentando “inúmeras dificuldades”, principalmente na realização de perícias de interpretação dos indícios materiais relativos aos crimes devido a falta de um laboratório científica, pelo que este laboratório será um “instrumento crucial para a consolidação do estado de direito democrático, considerando que a investigação criminal nos dias de hoje implica a existência de estruturas organizacionais altamente especializadas, com elevados níveis de eficácia e de capacidade de resposta, dotadas de meios adequados”, afirmou a Ministra.

Orçado em cerca de 200 mil euros, o novo laboratório promete trazer uma nova dinâmica a investigação criminal e São Tomé e Príncipe, uma vez que os recursos humanos dotados de novas valências e meios científicos são imprescindíveis para garantir uma justiça mais célere e justa.