Inteligência Artficial (AI) é uma solução para Angola?

Posted 18 de December de 2019

 

A Inteligência Artificial encontra-se presente em várias tecnologias tais como nos carros autonómos, dispostivos virtuais para assistência médica, monitoria da agricultura e biodiversidade, tecnologia móvel, entre muitos outros mais como é o caso do uso de satélites que auxiliam os nossos tomadores de decisões na hora de solucionar problemas como a fome, a seca e as alterações climáticas.

 

África, um continente cujo a população é extremamente jovem (idade média de 19,5 anos) e com um crescimento demográfico que atinge altos índices, sente à flor da pele a necessidade de apostar em métodos cada vez mais inovadores para dirimir as maiores preocupações da sua população. Falamos aqui de uma necessidade urgente para um continente que até 2050 poderá ter a sua população duplicada e em 2100 deverá servir de casa para as três maiores cidades do Mundo: Lagos, na Nigéria, com 88 Milhões de habitantes, Kinshasa, no Congo Democrático, com 83 Milhões de habitantes e por último Dar Es Salaam, Tanzânia, com 73 Milhões. Se quisermos adicionar Luanda, Angola, a  esta equação, estaremos perante 28 Milhões de citadinos - porém em um território pequeno. Perante estes dados e necessidades que advêm deste crescimento humano em África, o que um países como Angola podem fazer para não perderem a corrida para o desenvolvimento?

O que acha de começar pela Inteligência Artificial (AI). Pode até ser que a primeira coisa que venha à cabeça sejam os robôs “quase humanos” apoderando-se de toda a civilização tal como nos filmes de ficção científica. Porém, a AI encontra-se presente em várias tecnologias tais como nos carros autonómos, dispostivos virtuais para assistência médica, monitoria da agricultura e biodiversidade, tecnologia móvel, entre muitos outros mais como é o caso do uso de satélites que auxiliam os nossos tomadores de decisões na hora de solucionar problemas como a fome, a seca e as alterações climáticas. A lista é extensa e os benefícios podem ser considerados inúmeros.

 

O PNUD Ruanda e a Universidade de Tokyo estiveram à frente do projecto piloto que usou a Internet das Coisas (IoT) para a recepção de alertas climáticos antecipados, a fim de testar novas formas de recolha de dados microclimáticos em tempo real.

 

Olhando por exemplo para os desafios urgentes relacionados com os riscos das mudanças climáticas no Ruanda e na região, bem como a necessidade de dados e informações climáticas e meteorológicos mais precisas, a Meteo, o PNUD Ruanda e a Universidade de Tokyo estiveram à frente do projecto piloto que usou a Internet das Coisas (IoT) para a recepção de alertas climáticos antecipados, a fim de testar novas formas de recolha de dados microclimáticos  em tempo real.  Este projecto piloto seleccionou um dos distritos do país exposto à seca severa e à agricultura de alto risco, onde os dados recolhidos em tempo real foram transformados em  informação útil e acessível para a resolução do problema.

De uma forma geral, soluções baseadas em AI, são mais eficientes graças à deteção de padrões de consumo e previsões mais exactas. Em outras palavras, tentamos, aqui, dizer que estas novas telecnologias nos permitiriam tomar decisões para aumentar a produção agrícola como também antecipar as consequências das alterações climáticas. Desta forma, a inteligência artificial pode afirmar-se como uma importante ferramenta para o futuro da agricultura, acelerando o seu progresso sustentável no combate aos grandes desafios como a desertificação.

Por outro lado, hoje, está mais do que comprovado que vivemos num mundo cada vez mais digital que inclui comunidades e empregos virtuais. Em Angola, país cujos habitantes tiveram acesso à  rede de internet móvel há relativamente pouco tempo, mais de 6 milhões de pessoa possuem acesso à internet em todo território nacional. Tirando proveito destes números que não deixam de crescer, atrevemo-nos a dizer que o país tem a oportunidade de investir e apostar mais em ferramentas digitais  para enfrentar grandes desafios que assolam a nação. Não serão todos, mas alguns.